DIA DAS CRIANÇAS

dedo verde

O dia das crianças passou há poucos dias. Logo estaremos com as vitrines forradas de sugestões para o Natal.  Entre brinquedos, celulares, aquele dinheiro para comprar um jogo ou outros videogames (sempre tem um sendo lançado), será que um livro ainda agradaria como presente? A leitura ainda tem muito fôlego entre crianças e adolescentes, sim. Vamos a algumas sugestões? Assim você incrementa aquele presente tecnológico com um belo livro.

  1. O menino do dedo verde, Maurice Druon – Era uma vez Tistu, um menino diferente de todo mundo. Onde seu dedo tocava, cresciam plantas e flores. As proezas de seu dedo verde eram um segredo entre ele e o jardineiro Bigode. Trata de questões como cidadania, ética, conceitos de convívio social, além de ter sido pioneira em tocar no tema da ecologia.
  2. A invenção de Hugo Cabret, Brian Selznick –  Hugo Cabret é um menino órfão que vive  escondido na central de trem . Conhecendo passagens secretas, Hugo cuida dos relógios do local. Sua sobrevivência depende do anonimato: ele guarda um enorme segredo que é posto em risco quando donos de lojas do local descobrem sua presença.
  3. O balão amarelo, Lucilia Junqueira de Almeida Prado – Conta a historia de dois jovens que, entediados durante as férias, fazem uma proposta maluca à sua avó: costurar um balão para que os gatos dessem um pequeno passeio pelos céus. Algo inesperado acontece e todos acabam voando, sendo levados em direção à selva e às mais inesperadas

A QUE HORAS VOCÊ LÊ?

coelho

Muitas pessoas me dizem que não conseguem ler, pois caem no sono logo após as primeiras tentativas. Meus filhos dizem isso seguidamente. Você acorda,, espera em filas, consultórios, transporte público quase sempre olhando seu celular. Jogando, batendo papo nas redes sociais. Em seu tempo livre, a televisão é  soberana. Afazeres domésticos se multiplicam como mágica. Fora as muitas horas de trabalho propriamente dito. A rotina nem sempre é fácil, todos sabemos. E , quando , exaustos, deitamos em nossas camas queremos colocar a leitura em dia. Pouco provável que mantenhamos a atenção, não é mesmo? Por melhor que seja o livro, nosso corpo pede descanso.

Por que não aproveitarmos  um pouco do nosso horário de lazer ou tédio para ler? Com o cérebro menos cansado, garanto que a leitura irá fluir  e te prender com muito mais facilidade. Você, leitor de jornal, já deve estar um passo a frente.  Em minha opinião, nossas famílias vivem muito agitadas, dormindo tarde e acordando cedo. Sempre ocupadas e em um ritmo frenético desnecessário, como cães correndo atrás do próprio rabo. A leitura pode ser um elixir poderoso para nos acalmar, nos afastar das notícias ruins e estimular a nossa criatividade. Não a deixemos para os últimos minutos do dia. Ela merece mais destaque em meio a nossas atividades. A saúde mental agradece.

FRANKENSTEIN

frank

Mary Shelley casou-se com o poeta Peter Shelley aos 17 anos, logo após ele ficar viúvo. Em suas viagens com amigos gostavam de discutir  teorias a respeito do sobrenatural. Contam que certa vez Mary relatou aos amigos o sonho que teve na noite anterior: uma criatura horrível dava sinais de vida quando se ligava uma maquina potente a ela. A conversa se estendeu pela madrugada, versando sobre fantasmas e vampiros.  Por fim, todos aceitaram o desafio proposto por um dos amigos: cada um deles deveria escrever uma historia sobrenatural e submetê-la a julgamento. Assim nasceu uma das historias mais conhecidas por todos nós, Frankenstein. O que teria sido uma brincadeira para entreter amigos tornou-se um grande clássico.

Resgatado á beira da morte por um navio, o cientista Victor Frankenstein narra sua historia ao Capitão:  ainda estudante, descobriu como dar vida a corpos inanimados e  construiu um ser gigantesco. Assim que atinge a sua meta, percebeu o erro que cometeu e acabou abandonando a sua criação.
A criatura sobrevive e se refugia junto a uma família, onde aprende a falar, entender  os sentimentos dos humanos e perceber que não os tem. Para se vingar, persegue seu criador exigindo uma companheira.

Segundo matéria na revista Superinteressante, Mary Shelley criou uma obra  que questiona a moralidade e a responsabilidade da ciência. O tema não perdeu sua atualidade: pesquisas com células tronco e clonagem, por exemplo, continuam  temas muito polêmicos. O livro tem várias adaptações para o cinema e continua sendo uma das obras mais lidas no mundo.

DEVAGAR

DEVAGAR

A pressa é inimiga da perfeição. Em seu livro “Devagar”, Carl Honoré  nos mostra como um movimento mundial está desafiando o culto da velocidade. Queremos explorar ao máximo nosso tempo, seja dirigindo, comendo, trabalhando, namorando, nos divertindo ou criando filhos. A cada nova tecnologia que nos chega, pensamos que teremos mais tempo livre, mas o que conseguimos? Mais invasão e inconveniência. Notificações apitando o tempo todo, aquele celular que toca em qualquer horário. Como cães adestrados, atendemos ao apito do nosso mestre a toda hora. Será possível  termos um pouco menos de pressa? Afinal  não estamos matando tempo, o tempo é quem nos mata.

Com dez capítulos abordando da comida à musica (muito interessante a análise que faz do andamento da musica clássica executada  cada vez mais rápido a fim de comprovar o virtuosismo de alguns interpretes), da criação de filhos ( pais exigindo tarefas demais das escolas , crianças com agendas lotadas) à formação de universitários, da medicina  às vantagens de trabalhar menos, do lazer ao transito que mais parecem corridas , inclusive em cidades pequenas como a nossa. Uma bela e muito bem fundamentada  reflexão para quem quer viver menos acelerado e mais equilibrado, criativo, produtivo e saudável, descobrindo energia e eficiência onde menos espera. Em Sob pressão- nenhuma criança merece superpais, o mesmo autor desvenda a preocupação excessiva  com o desempenho infantil em um mundo cada vez mais competitivo.

DEVAGAR, Carl Honoré. Editora Record

SOB PRESSÃO- nenhuma criança merece superpais, Carl Honoré, Editora Record.devagar