BIOGRAFIAS

Temos uma natural curiosidade acerca da vida dos famosos, sejam eles artistas, políticos, personalidades que influenciaram a história mundial, empresários bem sucedidos e outros. Muitas biografias estão sempre sendo lançadas, para todos os gostos. Às vezes não são autorizadas, por vezes até o protagonista do livro  tenta retirar na justiça o direito à publicação ( o que faz aumentar ainda mais a avidez do público).  Alguns escrevem sua própria história – e aí acabam dando ao livro um tom de constante autopromoção- o que a mim não agrada.

Recomendo hoje a biografia de Elon Musk , cuja autora é a jornalista de tecnologia  Ashlee Vance. Ela  mergulhou fundo em pesquisas e entrevistas a respeito do CEO da SpaceX e da Tesla, empresas que  parecem  estar moldando nosso futuro. Ela investigou em detalhes a trajetória muitas vezes instável e controversa das empresas de Musk  e traçou um retrato impressionante  do personagem por trás dos carros elétricos, painéis e baterias de energia solar  e foguetes espaciais construídos com recursos privados e a partir do zero, muito mais baratos do que os já lançados pelas agências governamentais. Entre suas próximas metas esta a colonização de Marte. Se ele é realmente um visionário ou simplesmente um lunático, só tempo dirá. A leitura de sua biografia com certeza é inspiradora em uma época como a atual, em que a maioria das empresas prefere o lucro fácil ao risco de desenvolver tecnologias radicalmente novas.

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NOSSAS NOITES

 

 

Filmes e séries geralmente retratam os idosos como caricatos, fazendo pouco caso de suas habilidades e tratando o envelhecimento em tom de chacota. Talvez seja a forma de lidar com o medo do envelhecimento, presente em quase todos nós. Dias atrás encontrei uma frase -que considerei muito bem humorada -de Edna Ferber que dizia: “ Envelhecer é como morrer afogado: uma sensação deliciosa, depois que você para de se debater.” Hoje trago uma dica para quem gosta de ver os idosos em sua melhor forma. Aceitando o envelhecimento com suas dores e delícias!

Recentemente a Netflix adaptou para as telas o livro “Nossas noites”, de Kent Haruf, trazendo Jane Fonda e Robert Redford em grandes atuações.  Addie faz uma visita inesperada a seu vizinho, Louis . Viúvos, os dois lidam diariamente com noites solitárias em suas grandes casas vazias. Addie propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da tarde para ter alguém com quem conversar antes de dormir. Embora surpreso com a iniciativa, ele aceita o convite. A vizinhança fofoca, os familiares querem dar palpites. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto parecia. O filme retrata com ternura e delicadeza o envelhecimento, as segundas chances e a emoção de redescobrir os pequenos prazeres da vida — que pode surpreender e ganhar um novo sentido mesmo quando parece ser tarde demais.

 

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O PAPEL SEGUE FIRME

EBOOK

A revista Veja desta semana  trouxe uma matéria em que fala sobre a gigante Amazon e o lançamento de sua loja  de eletrônicos  no Brasil.  Destaca o fato de que no mercado de livros, o papel segue firme: “há dez anos , quando a Amazon lançou seu leitor digital, muitos profetizaram  que era o fim da indústria editorial tal qual a  conhecíamos, pois haveria um grande abalo com uma queda drástica na venda de livros físicos. O vaticínio não se concretizou. De 2014 para 2016, as vendas de e-books só caíram. No Brasil , representam  em torno de 1% do total das vendas. As vendas de livros em papel, enquanto isso, acumulam quatro anos seguidos de alta no mercado americano. O desinteresse pelos digitais é visto  como uma resposta do público  a um excesso de aparelhos eletrônicos   em sua vida, que já estão gerando malefícios físicos, como o aumento dos casos de miopia. Uma das estratégias das editoras foi aumentar a velocidade de produção das obras, permitindo que os títulos cheguem rapidamente às estantes. Trabalhar com obras esteticamente mais bonitas, com capa dura, também  atraiu mais consumidores.”

Sempre sou questionada se acho que as pessoas ainda leem. É claro que acho! O livro nos faz embarcar em outro ritmo, bem diferente do que vivemos a maior parte do dia. E , ainda que o texto seja o mesmo, um e-book  não mexe tanto com nossos sentidos. Tato, olfato, visão são embalados pelo papel. Leia sempre, pois ler nunca vai sair de moda. Eu aposto.