EXTRAORDINÁRIO

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O livro “Extraordinário”, de R.J. Palacio foi adaptado para os cinemas e teve seu lançamento no inicio de dezembro.  Conta a historia de August Pulmann, o Auggie, menino que nasceu com a síndrome de Treacher Collins – um distúrbio do desenvolvimento crânio facial  causado por uma mutação genética. Caracteriza-se por achatamento dos ossos malares, queixo pequeno, orelhas mal formadas ou ausentes, surdez parcial ou total e fenda palatina. A condição impõe ao protagonista dezenas de cirurgias e complicações médicas desde o nascimento, por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade. È difícil ser um aluno novo, imagine com um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em uma escola particular em Nova Iorque, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas que apesar da aparência incomum ele é um garoto como todos os outros.

Uma historia edificante, cheia de amor e esperança, em que um grupo de pessoas luta para espalhar compaixão, aceitação e  gentileza.  Que mais filmes  e livros como esse possam nos esclarecer a respeito de doenças que ignoramos. Que mais pessoas se sintam representadas, acolhidas e respeitadas. A arte pode fazer muito mais  do que se imagina pela inclusão e aceitação de pessoas que nunca se viram representadas em nada. Uma história pode nos colocar, mesmo que por alguns momentos, na pele do outro. Que ela nos inspire a sermos melhores. Feliz Natal!

NOITE SOBRE AS ÁGUAS

Uma das melhores coisas que a leitura nos traz, obviamente, é o conhecimento. E, como costumamos dizer, um livro puxa outro, aguçando nossa curiosidade sobre os mais variados assuntos. É um ciclo altamente positivo. Nossa sede nunca é saciada. Ao contrário, o apetite só aumenta. Li há alguns dias um livro chamado “Noite sobre as águas”, de  Ken Follett. Setembro de 1939, poucos dias após o Reino Unido declarar guerra à Alemanha, um enorme hidroavião está prestes a partir rumo aos Estados Unidos no que deve ser o ultimo voo civil  a sair da Europa antes do conflito. Confinados por 30 horas no luxuoso avião encontram-se tanto a nata da sociedade quanto alguns passageiros de índole duvidosa. Na época em que voar ainda era um empreendimento muito arriscado, eles veem a travessia do Atlântico se tornar uma viagem de angustia crescente, com perigos inesperados.

O voo e os personagens relatados no livro são fictícios, porém o hidroavião conhecido como Clipper existiu, e podemos encontrar várias fotos e vídeos antigos na internet. Em tempos de computadores controlando tudo com extrema precisão, radares, comunicação fácil e bastante segurança, é curioso observarmos como era feita a travessia do Atlântico. Mapas, sextantes, controle de combustível feito pelo engenheiro  momento a momento. Passageiros fumando a bordo, mobília luxuosa, ótimas refeições, beliches para dormir a noite. Tudo isso faz parte de um passado não tão distante assim, que vale a pena ser recordado e conhecido. Quando um grande autor mistura ficção com traços de realidade, nossa imaginação e curiosidade  voam longe.

NATAL

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Novembro já era, e começamos a ouvir e falar as mesmas frases de sempre: -o ano passou muito rápido!  -o tempo voa! – a gente pisca e já está em dezembro… oh vida, oh céus , oh azar.  As metas, projetos, dietas, leituras ficam em segundo plano e serão desenterradas por breves momentos entre o início do ano e o Carnaval, para a maioria das pessoas. Nossos cérebros adoram novidades. O tempo voa porque fazemos sempre o mesmo trajeto, repetimos as mesmas rotinas mesmo quando poderíamos modificar algo facilmente. Nas festas de fim de ano, a sensação é geral: estamos sempre fazendo a vontade dos outros. Comendo, comprando e nos repetindo de modo automático, como se não tivéssemos escolhas.

Há alguns anos descobri um livrinho simples chamado “Descomplique seu Natal-100 maneiras de aproveitar melhor as festas de fim de ano” , De Elaine St. James. É um manual prático de sobrevivência à correria das festas de final de ano. Após o primeiro semestre quando você paga os impostos, o material escolar, as dívidas  das férias e do Natal passado e pensa que vai ter uma  boa fatia de ano para desfrutar calmamente, começa a batalha para decidir quem vai ceder a casa, quem vai cozinhar. E nada de estreitar laços, ter paz e celebrar o nascimento de Cristo. A autora já vendeu milhões de livros sobre como simplificar a vida em geral ( um sinal de que há muita gente sedenta por isso). Alguns dos conselhos são: lembre-se  do que você mais gostava em seus Natais de criança. Dê presentes que caibam no seu orçamento e não entulhem a casa de quem vai ganhar. Simplifique, esqueça o perfeccionismo e as tradições malucas das quais ninguém mais gosta. Vamos nos permitir. Relaxe aí com seu jornal, pois o mundo não vai acabar no Natal.

IÇAMI TIBA

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IÇAMI TIBA

O saudoso Dr. Içami Tiba foi um psiquiatra, educador e escritor. Psicoterapeuta de adolescentes e famílias com mais de 77 mil atendimentos feitos, autor de 29 livros com mais de 4 milhões de exemplares vendidos. Palestrante com mais de 3400 palestras proferidas segundo sua página, hoje administrada  pelos seus filhos.

Todos os pais e educadores deveriam ter contato com sua obra. Em tempos de “ter de esperar o reizinho da casa ou da escola decidir tudo a seu tempo”, Dr. Tiba  é uma luz que brilha e ilumina o caminho. Faz enxergar a beleza que é educar, ajudar com amor verdadeiro, o amor que ensina e também frustra. Repito sempre uma frase  que aprendi com ele há muitos anos: “quem não aprende ganhando, aprende perdendo”. Quer verdade maior? Um brinde à lucidez que persiste em uma obra mesmo após a morte do seu autor.

“O comportamento humano não é predeterminado, como nos animais. Temos o poder de mudar o futuro, de mudar nosso comportamento já no próximo momento. Podemos mudar por amor, por querer bem a uma pessoa amada, a um filho, à humanidade.”

“Os casais que só se uniram para o “tudo bem”  vão se frustrar muito com qualquer problema que atinja o filho. Quanto aos demais, que se comprometeram a enfrentar a dois o bom e o ruim, vão somar forças para superar juntos o problema, como família unida”

“Filhos poupados por pais superprotetores geralmente são folgados esperadores, e não empreendedores”.

“Embaixo de um folgado tem sempre um sufocado”