LÍDERES LEITORES

Resultado de imagem para odeio ler                A maior revista semanal do Brasil trouxe uma matéria curiosa essa semana. Sob o título “O que eles têm em comum com Trump”, mostra o pouco amor aos livros demonstrado pelos políticos mais cotados à Presidência da nossa República e mais reverenciados por parte da população. Assim como o atual presidente americano, eles declararam em várias entrevistas o pouco caso que fazem da leitura. Dentre as frases destacadas, encontramos: “Há três, quatro anos eu não tenho tempo pra falar em livro…eu fico no Whatsapp”. “Eu não consigo ler muitas páginas por dia, dá sono. Vejo televisão, quanto mais bobagem, melhor pra mim. Eu quero é limpar a cabeça.”

Os presidentes dos Estados Unidos sempre tiveram a preocupação em reverenciar os livros (ou ao menos posar para as fotos demonstrando interesse). Obama tinha o costume de divulgar suas leituras anuais. O presidente Harry Truman disse que “nem todos os leitores são líderes, mas todos os líderes são leitores”. Até Donald Trump, essa verdade nunca havia sido questionada por lá. Segundo a matéria, um importante nome na Casa Branca escreveu em um e-mail: “é pior do que você pode imaginar. Trump não lê nada, nem um memorando de uma página, nem relatórios breves, nada.”

Em nosso país isso pode não soar tão chocante, pois estamos acostumados a um nível baixíssimo entre os políticos. Em ano de eleição, podemos renovar as esperanças que também no Brasil, um dia, o desprezo pela leitura por parte de nossos líderes seja uma exceção, e não a regra geral. Assim seja.

CALL THE MIDWIFE(CHAME A PARTEIRA)

 

Esta semana trago uma diResultado de imagemca de série na Netflix. Confesso que não tenho muita paciência para televisão, a maioria dos filmes e séries me dá sono, mas algumas valem o tempo em frente à telinha. Uma delas é Call the midwife ou (em livre tradução), algo como chame a parteira. Produzida pela BBC, é um adaptação da autobiografia de Jennifer  Worth, enfermeira e parteira.

Ambientada na Londres dos anos 1950, portanto no pós-guerra, em um bairro de classe operária, perto das docas. Muitos soldados voltando para casa, muitas mulheres engravidando. O dia a dia das parteiras era bastante agitado. Entre consultas de pré-natal, acompanhamento da saúde dos bebês e inúmeros partos domiciliares, ainda tem de encontrar tempo para conciliar suas vidas pessoais como as de qualquer mulher comum. É uma série sobre mulheres e sob a ótica feminina, com personagens de todas as idades e perfis. Afinal, a vida de uma parteira gira em torno de mulheres e os dilemas que só nós compreendemos a fundo. Depois de conviver tanto tempo com os dramas, as misérias e as alegrias que só as mães sentem, as personagens se tornam como nossas amigas. Freiras, enfermeiras idosas ou jovens, mães de todas as idades, prostitutas, todas são mulheres e é muito bonito vê-las se ajudando no momento do parto, onde a vida e as esperanças se renovam, por mais difícil que a vida seja.

Uma produção impecável, cenários que nos levam até a época e personagens cativantes. Cada episódio nos traz um questionamento e por vezes nos leva às lágrimas. Espero que você assista. Embora possa parecer pouco atraente, garanto que esconde muita ação, drama e aventuras.

LIVRE ARBÍTRIO

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Com todo o avanço da tecnologia de comunicação, é inevitável sermos bombardeados com todo o tipo de notícias noite e dia. Há bem pouco tínhamos somente um telefone fixo. Depois um celular que nos servia para atender e realizar chamadas. Os moderninhos usavam um bipe na cintura. Agora nossos celulares são extensões do nosso ser, nos trazendo tudo o tempo todo. E cabe a nós o papel principal: filtrar o que queremos que se impregne em nossas mentes. Como diz Gilberto Gil: “O cérebro eletrônico faz tudo, quase tudo…mas só eu posso pensar se Deus existe, só eu posso chorar quando estou triste…e cérebro eletrônico nenhum me dá socorro em meu caminho inevitável para a morte. A morte é nosso impulso primitivo e cérebro nenhum nos dá socorro com seus botões de ferro e seus olhos de vidro”.

Claro que as notícias são importantes para que saibamos lutar pelos nossos direitos. Claro que o entretenimento é importante para nos desligarmos um pouco da realidade. Os celulares nos ajudam a pesquisar sintomas de doenças, a encontrar os caminhos. A informação que a tecnologia colocou a disposição de todos nós é incrível e pode salvar vidas. Gil sabe disso, mas também sabe que essa mesma vida pode ser desperdiçada olhando para baixo, jogando jogos infinitamente enquanto nossos filhos crescem e nosso tempo se esvai. Somos feitos de carne, e a tendência natural da carne é apodrecer. A luta para abastecer a mente  com coisas produtivas deve ser diária. Gosto de ter muito cuidado com os filmes que vejo, os livros que leio e as notícias que acompanho. Mesmo assim caio na armadilha dos conteúdos que não acrescentam em nada. Respondendo mensagens de bom dia, boa segunda, boa terça, bom inverno, boa sexta feira. Será mesmo necessário para ter amigos?  Se bobear, mais um ano vai passar em branco. Que Deus e nosso livre arbítrio nos livrem disso.