VIAGENS NO TEMPO

 

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Viajar no tempo é um sonho do ser humano. Como seria se pudéssemos voltar ou avançar nossas vidas? Amamos e fizemos de “De volta para o futuro” um clássico, imaginando como seria estar na pele de McFly e conhecer seus pais bem jovens. Seguem algumas dicas de livros e filme com essa temática:

– O livro “A Mulher do Viajante do Tempo” conta a história do casal Henry e Clare. Os dois se apaixonam, se casam e passam a perseguir os objetivos comuns à maioria dos casais: filhos, bons amigos, um trabalho gratificante. Mas o seu casamento nunca poderá ser normal. Henry sofre de um distúrbio genético raro e de tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás e ele então é capaz de viajar no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.
Neste livro, a autora mostra com muita sensibilidade, inteligência e bom humor que o verdadeiro amor é capaz de transpor todas as barreiras – inclusive a mais implacável de todas: o tempo.

– Em “As primeiras quinze vidas de Harry August”, não importa o que faça ou que decisões tome: toda vez que o protagonista morre, volta para onde começou; uma criança com a memória de todo o conhecimento de uma vida vivida diversas vezes.

– Já no filme “Questão de tempo”, Tim faz parte de uma linhagem de viajantes no tempo. Basta ir até um local escuro e pensar na época e local para o qual deseja ir. Cético a princípio,Tim logo se empolga com o dom, mas também  percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

GENTILEZA

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Trabalho com venda de livros principalmente online, e vez ou outra cometo algum erro, como todo ser humano. Semana passada precisava enviar livros para duas pessoas com nomes parecidos, e troquei as etiquetas. O pesadelo se instala quando o cliente (com razão) xinga, desqualifica, faz tudo o que pode para  que notemos sua indignação. Que surpresa quando as clientes, delicadamente me chamaram no WhatsApp  perguntando o que havia ocorrido. Maior surpresa tive ao receber a notícia que elas iriam enviar os livros trocados uma para a outra e resolver o problema sem nenhum estresse ou nervosismo. Nenhum e mail furioso, nenhuma ocorrência no Reclame Aqui, nenhuma qualificação ruim. Confesso que fiquei até meio emocionada. Empatia é sempre uma coisa linda de observar. Na mesma semana uma amiga se ofereceu para dar carona aos meus filhos para a escola sem que eu desse nada em troca. Os bons ainda são maioria no mundo, mas talvez estejam escondidos ou acuados. Ou com medo de serem chamados de trouxas, ingênuos, bobos.

Outra cena que me fez pensar e respirar aliviada aconteceu em meu estoque: deixo sempre uma caixa com itens para doação. Dias atrás uma menina de uns 12 anos perguntou se eu tinha livros para doar, eu mostrei-lhe a caixa. Geralmente as crianças (e adultos) pegam tudo, mas essa menina sentou e calmamente olhou todos os livrinhos, escolhendo somente o que lhe interessava. Ao final, veio até a minha mesa, agradeceu com um sorriso e foi embora. O mundo e a vida nos fazem um pouco cruéis às vezes. Queremos tudo a ferro e fogo, olho por olho, dente por dente.  Um pouco mais de calma e gentileza vão bem. Sem moderação.

LEITORES

Você se considera um leitor de que tipo? Leitor voraz, que devora todos os livros que aparecem pela frente, independente do gênero? Gosta das listas dos mais vendidos, dos livros mais comentados e indicados da estação? É do tipo que só lê por obrigação, quando a professora  indica  alguma leitura e pede para fazer um trabalho? Você pode ainda ser ( ou considerar-se) um grande  entendedor de literatura,  só ler clássicos e obras que podem ser ostentadas em conversas  cheias de citações. Pode ser fã de um só autor, pode gostar de romances de banca, quadrinhos, ou então mentir que leu essa ou aquela obra para parecer mais sofisticado e interessante aos olhos dos outros.

Tirando os que mentem, todos os demais são leitores. Eu mesma tenho a pretensão de escrever para vocês todas as semanas, mas sou apenas uma leitora. Não entendo de gêneros literários, não  tenho formação na área, sou somente uma livreira e uma leitora apaixonada. Isso me torna menor ou maior que outros leitores? Creio que não. Gostaria que todos os apaixonados por livros escrevessem, dessem entrevistas, publicassem em suas redes sociais, fizessem  vídeos sobre o assunto divulgando e tornando esse hábito cada vez mais  popular. A mania de empinar o nariz e sentir-se melhor do que os demais afasta as pessoas da leitura. Quem trabalha com livros ou é amante da literatura deveria exalar uma leveza e uma simplicidade até maior do que as demais pessoas, mas não é o que acontece, geralmente. Assim, afastam os demais, em lugar de acolher, dividir e compartilhar. Não tenha vergonha do que você gosta de ler.

pequeno

Dica de filme

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LITTLE BOY

Sempre estou à procura de filmes que possa assistir com meu filho de 10 anos, mas que não sejam animações. Nem sempre é fácil, às vezes começamos a assistir e descobrimos que o tema é muito adulto ou muito complicado para essa idade. Toda vez que encontro algo, trato de anotar para vermos juntos. Hoje trago uma dica de filme que pode ser assistido por toda a família. Little Boy, disponível no catálogo da Netflix, nos conta a história de Pepper, um garoto de 8 anos que tem como melhor amigo e companheiro seu pai. Perseguido pelos colegas de escola devido à sua baixa estatura, seu mundo gira em torno do pai e do seu ídolo, o mágico Ben Eagle. Quando o pai é convocado para a guerra, o menino fica arrasado. Em um show de mágica, é chamado ao palco e levado a crer que tem poderes sobrenaturais.

Soma-se a isso o sermão do padre local, dizendo que “se tua fé for do tamanho de um grão  de mostarda, poderá mover montanhas”. O menino então sai em busca de uma forma de trazer seu pai de volta da guerra. E de acabar com a guerra.  Buscando cumprir a risca a lista das obras de misericórdia dada a ele pelo padre ( alimentar os famintos, vestir o nu, visitar os doentes e os presos, enterrar os mortos…) , Pepper  envolve toda a cidade com sua fé e ingenuidade próprias da infância. Um filme sobre o amor, sobre a  coragem que é preciso ter para acreditar verdadeiramente em algo. Se expor ao ridículo, à chacota dos demais e não desistir. Coisas que muitos de nós perdemos, infelizmente, quando crescemos.