A GRANDE AVENTURA DOS JESUÍTAS NO BRASIL

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A coluna da semana passada falou  em como “um livro puxa o outro”. Quanto mais  lemos, mais curiosidade e fome de saber temos. Em “ A grande aventura dos Jesuítas no Brasil” , de Tiago Cordeiro, saberemos mais sobre figuras que talvez tenham ficado esquecidas lá em nosso tempo de escola. Manoel da Nóbrega, José de Anchieta, Antônio Vieira e outros célebres desconhecidos tiveram atuação importantíssima  em terras brasileiras. Catequização de índios, contribuição para a literatura, desenvolvimento do conhecimento geográfico e belas construções de  centros educacionais e igrejas são algumas das muitas realizações dos Jesuítas. Poucos sabem a importância que tiveram para a formação social do Brasil.

Organizada por Inácio de Loyola em 1534, a Companhia de Jesus é ainda hoje um dos maiores grupos da Igreja Católica, Uma relação de amor e ódio define a relação dos homens de preto no processo de colonização de nossa terra. Por vezes, foram contra a opinião de seu país de origem e, em outras, por meio de conflitos que iam muito além das discussões, chegaram a ser expulsos pelos nativos. Recheado de curiosidades, dramas, tragédias, guerras e muitas histórias, o livro desvenda ações sociais praticadas até hoje. Entender a história é a melhor maneira de explicar a atualidade.

Que nossas mais diversas  leituras estejam sempre repletas de diversão e aprendizado, fazendo de nossas mentes um turbilhão de curiosidade e criatividade. Leituras leves, clássicas, biografias, humor. Todo livro nos instiga e nos leva além. Que venha o próximo!

MEMÓRIA AFETIVA

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Quem de nós não tem recordações cheias de afeto? Não somente da infância, mas de épocas que ficaram marcadas em nós.  O cheirinho da comida da avó. A visão daquele quintal caótico, porém cheio de vida, bem diferente dos jardins projetados  e estudados de hoje. Onde nossas mães e avós jogavam  sementes, mudas trazidas de viagens ou trocadas com vizinhas, e tudo se misturava, do mesmo jeitinho que as famílias eram misturadas antigamente. Hoje dificilmente entramos nas casas de nossos primos sem bater. Nossos filhos quase não têm primos, aliás. Moram longe, têm idades muito distintas, o contato se dá somente pelo WhatsApp. Deus nos livre dar algum palpite, recriminar o filho de um parente por uma malcriação. Geralmente  temos de marcar com antecedência, organizar  um evento com data e hora marcados , para que tudo seja “perfeito”. O que serão as memórias afetivas de nossos filhos no futuro? O som do download do jogo concluído? A buzina do motoboy trazendo a pizza no domingo? O apito das notificações do celular?

Nunca sabemos quando estamos criando memórias em nós mesmas e em nossos filhos. Serão casas imaculadas, livros organizados por cor e autor, o Natal com decoração perfeita o que nos trará à lembrança de nossos netinhos? Silêncio, gargalhadas, orações, comidas. O que de verdade estamos criando em nossos relacionamentos? Os muros que criamos hoje podem nos isolar em nossa velhice. E, como diz a música: ”o que vai ficar na fotografia são os laços invisíveis que havia. O sol passando sobre os amigos. Histórias, bebidas, sorrisos e afeto em frente ao mar. E quando o dia não passar de um retrato colorindo de saudade o meu quarto…só aí vou ter certeza de fato que eu fui feliz.”

PODE ME CHAMAR DE FRANCISCO

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Está disponível no catalogo da Netflix a minissérie “Pode me chamar de Francisco”, que conta a jornada de Jorge Mario Bergoglio desde a juventude até se tornar o Papa Francisco. De seu trabalho em um laboratório, passando pela descoberta da vocação, as feridas da terrível ditadura argentina, o chamado à liderança na Igreja culminando com  o Conclave que o levou ao papado. Mesclando vida pessoal à história da Argentina, nos  conquista já no primeiro capítulo.

Bergoglio decide ser padre e sonha em ser missionário no Japão. Porém, acaba dando aulas de literatura para adolescentes rebeldes em uma escola. Jorge Luis Borges e outros autores chegaram a visitar as aulas, tentando motivar os alunos a escrever. Durante a ditadura, o padre abriga no colégio  um jovem ateu comunista. Veste-lhe de padre, empresta-lhe a sua própria identidade e o ajuda a fugir pelo Brasil. Ainda há uma cena em que  preside uma missa para os ditadores e tem uma certa crise de fé , morando na Alemanha. A natureza calma, tranquila, humilde e disciplinada de Jorge Mario é todo o tempo destacada. Sentimos junto a ele os dramas internos  pelos quais passa, tendo de tomar decisões pouco populares, muitas vezes.

A série mescla um pouco de ficção com histórias verídicas. Desperta em nós curiosidade sobre a história de nossa vizinha Argentina e sobre a personalidade desse grande líder, forjado  nas dificuldades e no amor. Ficamos esperando uma continuação, agora com seus desafios na liderança da Igreja Católica.