AH, O VINIL!

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Quem tem em torno de 40 anos viu o auge e a decadência da indústria fonográfica de perto. Quando eu era adolescente, economizávamos para comprar aquele disco tão desejado. Sacolinha na mão, íamos tirando onda pelo calçadão da cidade com nossa nova aquisição. Gravávamos coletâneas em fitas K7, pedíamos música na rádio e esperávamos ansiosamente para ouvir e, com sorte, gravar. E o danado do locutor sempre falava no meio da música, que raiva! Rapidamente vimos o vinil ser substituído pelo CD. O CD não teve vida muito longa e logo tínhamos nossos MP3 , nossos pen drives lotados de músicas. E para “jogar a pá de cal”, os streamings de música. Neles você tem tudo ao alcance da mão. Está sem internet ou não quer gastar os dados? É só baixar para ouvir off-line.  Meu sonho era ter um rádio relógio ao lado da cama para acordar com música. Nos últimos 25 ou 30 anos até o relógio ficou meio obsoleto, substituído pelo onipresente celular – que é TV, rádio, relógio, carta, disco, fita, pager e até telefone , tudo portátil!

O ser humano, inteligente que é, percebe então que não se tratava somente da música. Gostávamos também do ritual que envolvia escolher um disco, colocar na vitrola, trocar o lado, ver as fotos da capa e do encarte. Descobrir as melodias menos conhecidas. Manusear o disco faz com que nos sintamos descansados, livres das mídias digitais ( o mesmo que você sente com este jornal ou um livro em mãos). E começamos a nos apaixonar novamente pelo LP, a ponto de a indústria retomar sua fabricação. Gostamos do chiado, do som peculiar. Encontrar novamente aqueles discos que tivemos vira uma diversão. Estamos sempre “procurando o que caiu da mão”. Seja nos relacionamentos ou na profissão. Sempre peneirando, simplificando ou não, mas também  buscando o que foi perdido e queremos recuperar. Que você descubra o que dá colorido à sua vida, mesmo que pareça besteira. No final, tudo é.

EDUCAÇÃO?

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Hoje em dia conseguimos observar, infelizmente com muita facilidade, pessoas com nível de escolaridade avançadíssimo e pouca ou nenhuma educação ou cultura. Refiro-me à educação básica, aquela que recebemos (ou deveríamos receber) de nossos pais ou responsáveis. Os chamados por minha mãe de “bons modos”. Boas maneiras à mesa, obrigada, por favor, me desculpe… Esses eu considero relativamente fáceis de ensinar com alguns anos de treino e repetição incansável. Mais difíceis são os que envolvem um pouco de empatia: ceder o lugar para os mais velhos, não só no transporte público e para vovós muito idosas. Considero absurdo um jovem sentado no melhor local em uma reunião familiar e um tio ou tia almoçando em pé ou espremidos no sofá. Adultos reclamam do atendimento no comércio local, mas não enxergam suas próprias atitudes. Acham que, por estarem do outro lado do balcão, os funcionários não merecem respeito. Um cumprimento cordial, uma despedida, um elogio ou até mesmo uma crítica podem ser feitos com civilidade. Infelizmente nosso país avançou em termos de educação formal, mas nossas famílias retrocederam nos ensinamentos básicos. Quando se pergunta aos pais o que mais desejam para seus filhos, a primeira resposta é: que sejam felizes! Pergunto-me se seria uma felicidade a qualquer custo. Uma felicidade que não leva em conta limites, alegria que não enxerga o seu semelhante. Estamos empanturrados e empanturrando nossos filhos de comida, doces, álcool, diversões, atenção, relacionamentos superficiais. O resultado podemos observar no noticiário e em nossas casas, se tivermos a coragem de analisar a fundo no que nos tornamos. O problema não são os outros. Nós somos os outros, e somos responsáveis por nossas aldeias. Se tem algo bom para ensinar ou mostrar, mostre sem vergonha de parecer ingênuo.

A DISTÂNCIA ENTRE NÓS

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Thrity Umrigar é conhecida por seus romances ambientados na Índia contemporânea. A autora é jornalista e escreve para o Washington Post, Boston Globe e para jornais locais. Leciona redação criativa e literatura. Em “A distância entre nós”, Umrigar  nos conta o cotidiano de duas mulheres, dois destinos que poderiam ser um só. As duas estão indiscutivelmente ligadas, porém  separadas por uma fronteira intransponível. Patroa e empregada marcadas pela decepção, enganadas pela traição, sujeitas a uma sociedade cruel que marca a fogo a existência das mulheres.

Todas as manhãs Bhima deixa seu barraco na favela para cuidar da casa de Sera. Esfrega o chão , limpa os estofados, lava a louça e utensílios que jamais poderá usar. Sera é uma dona –de –casa cuja opulência da vida material esconde a vergonha e a desilusão de seu casamento violento. A empregada é uma analfabeta resignada, endurecida por uma vida de sofrimento e perdas, trabalha na mesma casa há mais de vinte anos. Sacrifica tudo pela sua neta, cuja educação é bancada pela patroa e possibilitará que saia de seu bairro pobre. O romance retrata um mundo distante de nós. Passado na Índia de hoje e com protagonistas  dolorosamente reais, nos mostra como as vidas dos pobres e dos ricos estão intrinsecamente entrelaçadas, ainda que afastadas entre si, e capta intensamente o modo pelo qual as dores humanas ultrapassam as divisões de classe e cultura. É um daqueles livros que , depois de iniciados, não queremos interromper a leitura.

 

O MILAGRE DA MANHÃ

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Assim como as pessoas gostam de se dividir entre time dos que preferem inverno ou verão, time dos que preferem humanas ou exatas, existem também os que se consideram matinais e os notívagos. Não faltam discursos inflamados de ódio ou amor, com argumentos  para  provar que a noite é mais produtiva, a manhã é mais bem aproveitada, e assim seguimos a vida.

Paixões à parte, hoje falaremos do livro “O milagre da manhã”, de Hal Elrod. O autor desafia o leitor a acordar uma hora antes do habitual e praticar a rota básica, que consiste em dez minutos , aproximadamente , de cada uma das práticas a seguir:

  1. Silêncio: meditação, orações, reflexões.
  2. Afirmações positivas: tudo o que dizemos repetidamente a nós mesmos em voz alta ou pensamos é uma afirmação. Afirmações positivas logo pela manhã podem tornar o solo de nossa mente fértil para produzir bons frutos.
  3. Visualização: sabe quando vamos viajar e dá tudo errado, mas mesmo assim mantemos o bom humor? Com certeza visualizamos inúmeras vezes a alegria que sentiríamos com essas férias, e nada nos faz desanimar. Visualizar nosso dia e projetos faz com que mantenhamos o foco  e não nos deixemos levar pela raiva, reclamações e negatividade.
  4. Exercícios: não precisam de explicação, somente ação!
  5. Leitura: ler historias inspiradoras, livros de desenvolvimento pessoal pela manhã não faz mal algum, concorda?
  6. Escrita: pode ser um diário, listar as coisas pelas quais você é grato, ideias, projetos.

A obra ressalta a importância  dos estímulos positivos bem cedo,  ANTES de cairmos na roda viva das noticias, das redes sociais e dos afazeres diários. Quem experimentou aprovou.