COMUM OU NORMAL?

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O que seria um estilo de vida abundante, para você? Será pedir demais acordarmos  bem dispostos, conviver em harmonia com nossos familiares, levar os filhos na escola, ir trabalhar e gostar do que se faz?  Fazer bem-feito, ser reconhecido, ganhar mais do que o suficiente para sobreviver? Gostar dos colegas de trabalho, fazer exercícios, ter amigos, se alimentar bem. Gostar de voltar para casa, amar e ser amado pelo cônjuge, dormir bem?

Paulo Vieira, em seu livro “O poder da ação”, nos convida a refletir sobre a diferença entre o que é comum e o que é normal:

“Quando foi que paramos de acreditar em um estilo de vida abundante? Se observarmos uma criança emocionalmente saudável, ela vai falar de abundância em todas as suas brincadeiras, representando isso com suas bonecas felizes, cheias de filhos, também felizes. Ela terá a sua casa colorida cheia de amigos, fará comidinhas deliciosas. Quando foi que algo tão natural na nossa infância se tornou tão distante e utópico, a ponto de aceitarmos tudo da vida? Quando olhamos para a TV , a maioria dos filmes e diálogos entre as pessoas gira em torno de morte, dor, medo, perda, traição, tristeza, mentira, vingança, ódio, violência, inversão de valores, e assim por diante. “

Conteúdo emocional repetido à exaustão, nos fazendo acreditar que todo esse lixo compõe uma vida normal. Vamos nos anestesiando, sendo menos críticos, e aceitando o que é comum como se fosse o normal e esperado. A vida real é vivida aqui e agora, mas de modo algum deve ser um fardo difícil de carregar.

REGIONALISMOS

 

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Nosso país é vasto em território e  variado em seus sotaques e culturas. A maioria de nós conhece somente  alguns cantinhos do Brasil, e algumas vezes não conseguimos desbravar nem aquele local onde moramos há anos. Morei 27 anos no Rio Grande do Sul. Natural de Santa Maria, nascida no hospital universitário da amada UFSM. Formada na mesma  universidade que meus pais. Já moro há 18 anos em Itajubá, e ainda me surpreendo e me divirto com as diferenças na fala, na culinária e nos hábitos. Um pouco gaúcha, um pouco mineira, venho hoje trazer algumas expressões comparativas bem humoradas muito usadas lá no Rio Grande.

-. Mais perdida que cebola em salada de frutas

– Mais gorduroso que telefone de açougueiro

– Mais grosso que dedo destroncado

– Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro

– Mais feio que indigestão de torresmo

– Mais faceiro que mosca em tampa de xarope

– Mais perdido que chinelo de bêbado

– Mais difícil que nadar de poncho

– Mais bonita que laranja de amostra

– Mais por fora que surdo em bingo

– Mais perdido que cachorro em dia de mudança

– Mais angustiado que barata de barriga pra cima

–  Mais nervoso que besouro atravessando o galinheiro

–  Mais amontoado do que uva em cacho

– Mais assustado que gato em dia de faxina

E assim poderíamos escrever as colunas do ano inteiro, só com regionalismos interessantes desse país tão rico e tão judiado. Aquele abraço, ou aquele “quebra costela” e até a semana que vem! Itajubá (como bem diz seu lindo hino) é terra de luz, terra querida. Simples e amiga, que faz de todo cidadão um novo irmão dos seus filhos. Sinta-se em casa, assim como eu me sinto. Tri legal, uai!

 

 

 

DICA DA SEMANA

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Esta semana venho recomendar duas séries na Netflix, caso você esteja precisando dar umas risadas. Sempre tenho bastante dificuldade  com comédias em geral.  Tudo me parece previsível, bobo  ou  apelativo, mas “Good Girls” e “Samantha” têm seu charme.

Em “Good Girls”, três amigas, mães de família, enfrentam problemas. Uma filhinha gravemente doente precisando de medicamentos caríssimos. O  ex-marido de outra pedindo a guarda da filha, alegando ter mais condições  financeiras e emocionais – a mãe é meio maluquinha mesmo- mas entende e apoia a filha como ninguém. A terceira acha que sua vida é um mar de rosas, mas descobre que o marido está falido e tendo um caso com a secretária. Com quatro filhos pequenos, vão perder a casa e tudo o que achavam que haviam construído. Cansadas de estarem sempre perdendo, elas decidem planejar um assalto a um supermercado. Acabam envolvidas com gangues, falsificação de dinheiro, e quanto mais tentam sair da confusão em que se colocaram, pior fica.

“Samantha”  foi a criança mais amada do Brasil. Era apresentadora mirim e um grande sucesso da TV.  A vida adulta não tem mais tanto glamour. Seu  marido , ex -jogador de futebol esteve preso e ela criou dois filhos sozinha. Boletos a pagar, rotina caótica fariam parte de um drama, não fosse a determinação  da protagonista em voltar a ser famosa, amada e relevante.  Os primeiros episódios não parecem promissores, mas insista, pois os demais são bem engraçados.

SABEDORIA

 

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O que é sabedoria? O dicionário nos diz que sábios são os que sabem muito, têm extensos e profundos conhecimentos em uma determinada área. Eruditos. Erudição é instrução, cultura ou conhecimento adquirido especialmente através de leitura. Nós, livreiros, admiramos muito essas qualidades. Diz a sabedoria popular que “conhecimento é saber que tomate é um fruto. Sabedoria é não colocá-lo na salada de frutas.”

Existem pessoas com conhecimentos excepcionais em diversas áreas, mas que não conseguem externá-los. Nem conversando, nem dando aulas, nem escrevendo, nem criando objetos e métodos eficazes e úteis. Toda a sabedoria fica presa. Outros se expressam de forma tão pomposa que quase ninguém os entende. As pessoas fingem interesse e pelas costas reviram os olhos e fazem sinais depreciativos. Outros ainda usam de sua suposta superioridade para o simples exibicionismo. Seus discos são bons? Os dele são melhores, mais conservados, mais bem selecionados. Ele tem objetos que só colecionadores “máster” possuem. Você está lendo um romance? É lixo. Você está lendo os clássicos? Ele já leu quando tinha 10 anos e achou fácil, está relendo Ulisses, Crime e Castigo. E a lista da competição nunca se acaba.  O ego infla e a sociedade murcha. Não é nivelar por baixo, é ser esperto se gostaria que seus filhos ou alunos lessem mais. Nosso país precisa muito de erudição, mas aquela que é tão sábia que se adapta aos diversos ambientes. Sabe conquistar leitores e não espantá-los. A palavra convence, mas o exemplo e o testemunho arrastam. Se você for um sábio chato, quem vai querer ser e ler tanto quanto você?