PESSOAL E INTRANSFERÍVEL

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Sabe quando você pega um livro despretensiosamente? Levei para casa “Pessoal e intransferível – certas histórias da maturidade”, de Sylvia Leal e Regina Protasio – com a sensação que não seria nada de mais. Mulheres de 50 anos ou mais relatando suas experiências de vida, mas como diz Lya Luft já no prefácio: “que mulheres, e que relatos! Para quem reflete sobre o valor da vida, a passagem do tempo como crescimento e não deterioração, o livro é sedutor. Foi escrito a sangue e fogo, e o invisível material da coragem. Que, exercida para compensar o nosso medo, nos faz tão humanas.”

Maria Adelaide Amaral, Zezé Motta, Zezé Polessa, Sylvia Poppovic, Elba Ramalho, Tizuka Yamasaki  e tantas outras nos contam a respeito de seu passado e principalmente seu presente e planos para o futuro. De uma geração que, pela primeira vez, teve uma expectativa de vida muito maior que as anteriores, elas desbravaram terrenos até então inexplorados. Enfrentaram situações até então consideradas tabus nas áreas da vida profissional, familiar, sonhos e planos (sem data de validade), vida sexual, contraceptivos, reposição hormonal. Foram pioneiras em quase todos os aspectos. E nos contam aqui, em entrevistas curtas, grandes histórias. Tão diferentes em tudo, mas com tantos pontos em comum.

Pensando a maturidade como mais uma fase, não a “penúltima”.  Ajuda a fazer com que seja vivida plenamente, com intensidade, desejos, sonhos e projetos. As personagens entrevistadas refletem sobre suas conquistas, vivências, menopausa e envelhecimento. Depoimentos que inspiram e levam a  encontrar em nossas vidas a plenitude , felicidade e equilíbrio. Recomendo muito!

FEITO É MELHOR QUE PERFEITO

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Você já deve ter ouvido o dito popular que usei de titulo para esta coluna. Ela nos diz, de forma bem simples, para fazermos o que estiver ao nosso alcance agora. Sim, agora. Nem no passado, relembrando como era  bom “no tempo da vovó”, nem planejando para um futuro que nunca chega. O perfeccionismo muitas vezes é usado como desculpa para não agir nunca. É aquele defeito que no fundo as pessoas se orgulham em ter: “gosto de tudo limpinho, sou superprotetora, exigente”. Fingem estar se recriminando, mas na verdade estão se enaltecendo e desprezando os outros, os que fazem tudo “mal feito”.

Todo dia escuto que ninguém lê mais, antigamente liam muito, agora a meninada não quer nada com nada. Sério? E por qual motivo eu posso também fazer parte da turma que não quer nada com nada? Só quer notícias mastigadas, listas prontas, respostas prontas para tudo, quer que alguém se responsabilize por tudo? Não estaremos esperando condições ideais ilusórias para iniciarmos coisas simples? Uma leitura, uma amizade, oferecer um jantar, organizar uma feira de trocas de uniformes, de brinquedos, de discos, de livros? Formar uma família, abrir um pequeno negócio, fazer exercícios, pedir alguém em casamento? Não se trata de sermos inconsequentes pela vida, mas não estaremos idealizando demais? Querendo tudo como um conto de fadas? Enquanto espero o tênis, a roupa ideal, o exame de alta complexidade, acompanhantes, matrícula na academia, será que não posso apenas dar uma caminhada, fazer uns abdominais? Tempo é finito, e logo seremos  apenas  uma lembrança  na mente de nossos filhos e netos, ou nem isso. Fé sem obras é morta. E é CAMINHANDO que se faz o caminho. Rápido, devagar, com elegância ou aos trancos e barrancos.