REVOLUÇÃO?

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No clássico “A revolução dos bichos”, George Orwell nos traz uma fábula sobre o poder. Narra a revolta dos animais de uma granja contra seus donos. Revolução, de modo geral, significa uma mudança radical na estrutura social, política, econômica, cultural ou tecnológica. Em algumas situações significa ruptura, quebra de continuidade. Estavam então, os animais cansados de servirem como escravos dos humanos. Unem-se e expulsam o proprietário, declarando como inimigos todos os que andam sobre duas patas. Liderados pelos porcos (que se consideram os animais mais inteligentes), sonham com uma sociedade em que  todos sejam livres e vivam em paz , harmonia e igualdade.  Porém, logo as regras começam a ser mudadas, trocadas, apagadas da “constituição”. Os porcos, arautos da igualdade e da justiça, começam a se assemelhar cada vez mais aos odiados humanos. Os melhores bocados de comida, bebida, as melhores casas, a mordomia ficava toda com os porcos, pois na granja “todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que os outros”. Pouco a pouco os animais  foram esquecendo-se como viviam antes da revolução. Com um irônico desfecho, os porcos aparecem andando sobre duas patas, contrariando seus mandamentos iniciais. Logo estão confraternizando com os humanos, pois se tornaram iguais.

Qualquer semelhança com a realidade  não é mera coincidência. Infelizmente, temos observado a corrupção em ambientes variados. A tentação  representada pelo poder tem sido demais para muitos de nós. Quando chegamos lá, começamos a nos sentir especiais, escolhidos, predestinados, merecedores de tudo, independente dos ideais que outrora tivemos.  A autoridade deve vir do serviço, mas servir  parece estar em desuso.

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SUGESTÃO DE LEITURA

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A sugestão de leitura de hoje é  “As doze tribos de Hattie”, de Ayana Mathis. Em seu primeiro romance, a autora  já   figurou  como  best-seller do The New York Times.  O livro foi eleito como um dos melhores  do ano e selecionado pela apresentadora Oprah Winfrey para seu clube do livro.

Dois anos após fugir da violenta política racial que assassinou seu pai, Hattie, de dezessete anos, vive com o marido e um casal de gêmeos em uma pequena casa alugada na Filadélfia. Doce, inteligente e otimista, Hattie acreditava firmemente que encontraria uma vida melhor na nova cidade, mas, , quando seus bebês morrem  de pneumonia, numa combinação dos efeitos do rigoroso inverno com a pobreza extrema, todos os seus sonhos são desfeitos.  A memória dos gêmeos perdidos, os nove filhos que nascem após esse episódio e a neta  que se vê obrigada a criar  formam as doze vozes que contarão a história da família ao longo dos anos. Em uma série de narrativas interligadas, Ayana mostra a luta de cada um pelo amor e pela sobrevivência através do século XX.   Um retrato vibrante e apaixonado de uma família castigada e dispersa pelas circunstancias, mas que, mesmo assim,  mantém seus laços fortes. Aborda com delicadeza temas difíceis como sexualidade, religião e preconceito. É uma leitura inquietante. Angustiante, imprevisível, cheia de vida. É ao mesmo tempo um retrato marcante da luta diante das adversidades e uma celebração da capacidade humana de se reinventar.

MÃES EM GUERRA?

MÃES EM GUERRA?

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Mães, especialmente de crianças pequenas, gostam de comparar seus filhos com os de outras mulheres. Pais também, mas nós mulheres ainda somos maioria em reuniões escolares e consultórios de pediatras. Precisamos gerar, amamentar e cuidar nos primeiros meses, e não há muito que outras pessoas possam fazer por nós. O que vem depois, aí sim, é influenciado por estereótipos e expectativas sociais.

A literatura está repleta de personagens contando as aventuras da maternidade. Em “Melancia”, de Marian Keyes, a personagem Claire se vê abandonada pelo marido logo após o nascimento de sua filha. Ainda no hospital, ele dispara: lamento muito, mas encontrei outra pessoa e vou ficar com ela. Claire precisa lidar com toda a novidade de ter um bebê e estar separada. No divertido “Mães em guerra”, de Jill Kargman, Hanna se vê  diante de um estilo de vida completamente diferente  ao mudar-se para um bairro elegante de Nova York, em meio a uma verdadeira guerra de mães. Por trás das aparências angelicais, suas vizinhas revelam-se bem cruéis, dispostas a destruir qualquer uma que ameace ser uma mãe “melhor” do que elas.

Infelizmente isso não se dá somente na ficção de humor. Todos os dias podemos observar mulheres que se consideram abertamente melhores que outras por terem amamentado mais tempo, dormido menos horas, sacrificado mais suas vidas e carreiras ou até sua relação com o marido em nome da maternidade. Sentam-se em seu banco de juízas e disparam “leis do amor maternal” para todos os lados. Esquece-se que estamos todos, mães e pais, no mesmo barco – o mundo. E que, para termos um mundo melhor para todas as mulheres (inclusive para nossas filhas), é preciso acima de tudo respeito pelas  escolhas e pelos sonhos umas das outras. O termo usado é sororidade, que significa a união e aliança entre mulheres, baseadas na empatia e companheirismo para alcançar objetivos em comum. Vamos?

NOSSAS COMPANHIAS

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Quem nunca ouviu uma das seguintes frases? “Você é a média das cinco pessoas com quem mais convive” ou “ Diga-me com quem andas, que te direi quem és”. Podemos sofrer boas ou más influências de nossos amigos e parentes mais próximos. Também das leituras que fazemos. Dos sites que visitamos, dos jogos que jogamos e dos programas que assistimos. Dizem ainda que, ‘’ se você for sempre a pessoa mais interessante da roda de amigos, está na hora de trocar de amigos, pois logo  ficará mais burro ou mais intolerante, ou mais bobo do que é.” Buscar boas influências é , então, vital para todos nós. Afinal, nunca conheci ninguém que , conscientemente, quisesse se tornar uma pessoa pior.

Max Gunther  disse em seu livro “Milionários instantâneos” (título apelativo para um livro muito interessante, onde conta como pessoas comuns tiveram grandes ideias  e as colocaram em prática): “O processo de influência mútua é um dos atributos mais interessantes de nossa estranha espécie. Dois cães, gatos ou coelhos do mesmo sexo podem se encontrar, passar meses ou até mesmo anos juntos e depois se separar sem que sofram qualquer mudança perceptível. Talvez algumas pulgas tenham trocado de lugar, mas nada mais digno de nota terá acontecido. Os encontros entre seres humanos, no entanto, costumam ser bem diferentes. Existe reação. O curso da vida de um homem pode ser alterado radicalmente, até mesmo revertido por completo, por causa de um encontro com outro homem ou outra mulher. Somos tão incrivelmente maleáveis, tão altamente suscetíveis a influências , que podemos mudar outras pessoas sem precisar conhecê-las pessoalmente. Eu poderia mudar a direção de minha vida  ao ler alguma coisa que você escreveu, e vice-versa”.

Pessoas não vêm com bula e advertências quanto às reações adversas que podem nos causar. Uma espiadinha em suas redes sociais e em suas prioridades nos darão dicas preciosas. Corra enquanto é tempo!

JANE AUSTEN

Os fãs de literatura, e particularmente os fãs de Jane Austen, estão há algumas semanas acompanhando noticias sobre a adaptação livre da obra da autora para o folhetim  das  dezoito horas na Rede Globo. Opiniões divididas e inflamadas, é claro. Há mais de dez anos nenhuma novela despertava meu interesse, mas confesso que fiquei muito curiosa para ver no que ia dar. “Orgulho e paixão” mistura personagens de vários livros da autora. Desde os mais conhecidos como Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade e Emma até alguns menos conhecidos como A Abadia de Northanger e Lady Susan.  Em entrevista, o autor diz ter utilizado o “universo Jane Austen” para criar a trama de forma mais divertida e acessível para o grande público. Achei mesmo bem gostosa de assistir. Mais ainda quando conseguimos  compreender as referências à obra original aqui e acolá. Tem figurino, trilha sonora e paisagens lindíssimos, como uma boa novela de época precisa.

Jane Austen foi uma escritora inglesa, considerada uma das maiores romancistas do século. Nascida em 1775,  desafiou as convenções sociais ao criticá-las pelas entrelinhas, pontuando seus livros com toques de humor que só uma observadora perspicaz e brilhante escritora conseguiria unir. Suas histórias falam para leitores de todas as épocas. Seus livros foram adaptados para o cinema e série da rede BBC. Se você ainda não leu nada dessa grande autora, espero que a novela seja um aperitivo e um convite à leitura.

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DICA DE LIVRO

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Todo dia carrego alguns volumes de livros para a minha casa, resultados das compras e trocas que faço com meus clientes no Sebo. A maioria vai direto para venda, mas alguns despertam minha curiosidade e não posso deixar passar a oportunidade de lê-los. Isso possibilita que eu tenha contato com exemplares  que não seriam minha primeira escolha em uma livraria. É o caso do livro  de contos do Jeffrey Archer, chamado “Gato escaldado tem nove vidas”, da Editora Bertrand Brasil. O autor é considerado um mestre do entretenimento.

Depois de passar dois anos preso sob acusações de perjúrio e obstrução da justiça durante uma investigação do governo britânico, Jeffrey pode se considerar um “gato escaldado”, e usou sua experiência e relatos dos colegas de prisão para criar os contos deste livro. Teve contato com histórias dignas de serem transformadas em material literário. Encontramos um casal que roubou sua própria agencia de  Correios, o diretor de uma companhia que tentou envenenar a sua esposa, o dono de restaurante que faz malabarismos para explicar ao fisco como consegue manter um iate, uma Ferrari e uma casa em Florença  com uma renda humilde. Golpistas, trapaceiros criativos, personagens ricamente  descritos e desfechos inesperados e muitas vezes divertidos fazem da leitura uma ótima experiência.

Jeffrey Archer, cujos livros sempre marcaram presença nas listas dos mais vendidos em todo o mundo, alcançou o topo  com romances, contos e não ficção. O autor aproveitou sua prisão para produzir, trabalhando  e registrando as histórias dos companheiros, mesmo quando tudo conspirava contra.

OSCAR 2018

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A cerimônia do Oscar 2018 ainda está fresca em nossas memórias, e  alguns dos melhores filmes  também tem suas versões em livros. Na maioria das vezes, nossa primeira experiência é através do livro. Em outras, descobrimos livros através dos filmes. É o meu caso no que se refere ao primeiro da lista que trago para vocês hoje, já que o livro foi produzido depois de finalizado o roteiro original do filme.  O segundo faz parte de minha infância, pois minha irmã ganhou um concurso de redação na lendária “Folhinha” , suplemento infantil da Folha de São Paulo e recebeu como prêmio  “O touro Ferdinando”, que agora está nas telonas.

O grande vencedor na categoria melhor filme foi “ A forma da Água”. Na história de Guillermo del Toro ,Richard é um oficial do governo dos Estados Unidos enviado à Amazônia para capturar um ser mítico e misterioso cujos poderes inimagináveis seriam utilizados para aumentar a potência militar do país, em plena Guerra Fria. Dezessete meses depois, o homem enfim retorna à pátria, levando consigo o deus Brânquia, o deus de guelras, um homem-peixe que representaria a selvageria, a insipidez, o calor.Para Elisa, uma das faxineiras do centro de pesquisas para o qual o deus Brânquia é levado, a criatura representa a esperança, a salvação para sua vida sem graça cercada de silêncio e invisibilidade.Richard e Elisa travam uma batalha  perigosa. Enquanto para um o homem-peixe é só um objeto a ser dissecado, subjugado e exterminado, para a outra ele é um amigo, um companheiro que a escuta quando ninguém mais o faz, alguém cuja existência deve ser preservada.

         Em “O  Touro Ferdinando”, de Munro Leaf, conhecemos  Ferdinando, um touro que não tem o menor interesse em touradas. Ama a natureza e a paz, mas o mundo nem sempre aceita as personalidades como elas são de verdade. O livro infantil, publicado em 1938, foi traduzido em mais de 60 línguas e é uma bela sugestão para ler com os filhos.

O TEMPO

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O livro dos livros, a Bíblia, nos diz que  “tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e de colher. Tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e de edificar. Tempo de chorar e de rir, tempo de falar e tempo de calar.”

Calar, fechar a matraca, silenciar.  Escutar, não revidar, aguentar firme. Não clicar no botãozinho de enviar. Apagar a mensagem depois de contar até dez, respirar fundo e pensar se vale mesmo a pena. Prestar muita atenção ao que fala, comenta e posta diante de sua plateia, pois qualquer tela de celular e de computador é “printada” e enviada para sabe-se lá quantas pessoas. E você sabe: falador passa mal, rapaz!

Quem tem filhos aprende na prática a hora de cessar os palpites. Não sem antes às vezes perder algumas amizades e afetos até amadurecer.  O que tenho percebido (me incluo) é muita conversa na hora errada, local errado e com pessoas erradas. Muita saliva, muita internet e muito tempo gastos com murmurações inúteis. E, como há tempo para tudo, eis que na hora que é preciso e altamente recomendável falar, muitos de nós nos calamos. Calamo-nos diante da malcriação, diante da grosseria, da desonestidade. Abrimos mão de dividir até com os mais íntimos o que temos de melhor. Nossos bons conselhos, nossos bons hábitos, nossa repreensão correta e certeira. Difícil é ter o discernimento, saber qual o momento apropriado de falar e de calar. A Bíblia nos aconselha a “ fazer tudo sem queixas nem discussões. Sem murmurações e contendas.”  Não vale só para o momento  de oração. Vale para o trânsito, a reunião na escola, o grupo de Whatsapp, o Facebook, as refeições em família, a discussão política. Vamos fazer muita força para sermos bons exemplos  diante da epidemia de falta de educação e bons modos  que parecemos viver?

 

PODCASTS

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Se você é como eu, gosta de viajar ouvindo música ou programas de rádio ou lendo, caso obviamente não esteja dirigindo nem sinta náuseas. Não gosta de  ler revistas de fofocas ou jogar joguinhos em filas, salas de espera de consultórios, viagens de ônibus. Resta reclamar do clima, do governo ou comentar os crimes e atrocidades da semana?  Nada disso, podemos ter em nossos celulares um ótimo podcast. Podcasts são como programas de rádio com conteúdos sob demanda. Você pode ouvir o que quiser, onde e quando bem entender. Há programas de humor, esportes, culinária, universo nerd em geral, política, turismo e tudo o que você possa imaginar. Deixo abaixo os meus preferidos:

– O “Caixa de Histórias” é um podcast literário. Sempre um trecho da obra é narrado e comentado buscando apresentar novas obras para os  leitores , mostrando uma nova maneira de consumir o conteúdo escrito. Gosto bastante de ouvir as discussões e comentários, que nos dão uma visão mais ampla do livro em questão. É um programa muito bem produzido e que recomendo muitíssimo.

– O “Letracast” analisa letras de músicas, contando qual era a realidade e o que acontecia no ano em que foram  escritas. Como o artista teve a ideia e a inspiração de escrever aquela letra tão boa?  Ao final, mistura música, história e humor com o objetivo de compreender as entrelinhas das músicas que gostamos.

– No excelente “O nome disso é mundo”, os produtores entrevistam brasileiros que moram no exterior. Em cada episódio os entrevistados contam sua experiência pessoal morando em determinado país. É uma viagem e uma desconstrução do que imaginamos sobre os locais.

Você pode baixar gratuitamente os podcasts que te interessam e ouvir off-line. Se você tiver mais dicas, compartilhe comigo!

VIAGENS NO TEMPO

 

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Viajar no tempo é um sonho do ser humano. Como seria se pudéssemos voltar ou avançar nossas vidas? Amamos e fizemos de “De volta para o futuro” um clássico, imaginando como seria estar na pele de McFly e conhecer seus pais bem jovens. Seguem algumas dicas de livros e filme com essa temática:

– O livro “A Mulher do Viajante do Tempo” conta a história do casal Henry e Clare. Os dois se apaixonam, se casam e passam a perseguir os objetivos comuns à maioria dos casais: filhos, bons amigos, um trabalho gratificante. Mas o seu casamento nunca poderá ser normal. Henry sofre de um distúrbio genético raro e de tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás e ele então é capaz de viajar no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.
Neste livro, a autora mostra com muita sensibilidade, inteligência e bom humor que o verdadeiro amor é capaz de transpor todas as barreiras – inclusive a mais implacável de todas: o tempo.

– Em “As primeiras quinze vidas de Harry August”, não importa o que faça ou que decisões tome: toda vez que o protagonista morre, volta para onde começou; uma criança com a memória de todo o conhecimento de uma vida vivida diversas vezes.

– Já no filme “Questão de tempo”, Tim faz parte de uma linhagem de viajantes no tempo. Basta ir até um local escuro e pensar na época e local para o qual deseja ir. Cético a princípio,Tim logo se empolga com o dom, mas também  percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.